Escola Secundária de Santo André
CLC 1
Vitor Lopes 09-TIS |
20-01-2011 Formadora: Alzira |
Actividade: Texto Argumentativo sobre a Televisão
Cada vez mais as pessoas ficam dependentes das máquinas. Todos nós necessitamos delas, mas necessitamos de outra coisa a quando do seu uso: Bom censo. A televisão, a nossa caixinha magica, é um dos instrumentos a que a maior parte da população se sente ligado e dependente. Estudos mostram que nos EUA mais de metade das crianças ou jovens têm uma televisão nos quartos, e como tal sem qualquer controlo do que assistem quando assistem ou quanto tempo por dia assistem. Verificamos mesmo uma certa incoerência paternal, ao ponto de os pais protegerem as crianças de cenas potencialmente chocantes e, em casa não têm um controlo mínimo sobre o que as crianças vêm na Televisão. No nosso dia-a-dia, temos uma visão de aproximadamente 180 graus, na televisão isso não acontece, focamos toda a nossa atenção numa pequena área do nosso campo de visão, o que é muito mau, e adicionando o facto de estarmos habituados a nos aproximar dos objectos para os observar melhor, quando se tenta fazer o mesmo para a televisão isso não acontece, consequentemente complicar ainda mais a nossa visão. Além disto, a televisão não faz mais do que nos dar um resultado final da informação, ou seja, a informação trabalhada pronta a ser absorvida por nós. Isto vai totalmente contra aquilo que deve ser uma aprendizagem saudável, aquela que se faz com a leitura de um bom livro. Ao ler um livro é necessário imaginar perceber e memorizar as personagens, o ambiente em que a acção se desenrola e tudo o resto, quando se lê algo filosófico ou científico, é necessário associar conceitos constantemente o que resulta num extremo trabalho, e consequente desenvolvimento cognitivo. A deterioração deste processo na Televisão é quase sempre verificável quando se transpõem histórias literárias a cinema. Estes filmes são muitas vezes criticados pelos leitores, porque a maneira como imaginaram o livro é totalmente diferente da retratada. A televisão não dá azo a isto, não dá azo a uma imaginação própria, já nos dá tudo feito é aquilo que eles querem e mais nada. Se não houver acção, a televisão não cativa, as pessoas gostam é de Futebol, Formula 1, posto isto, concluímos que ninguém se vai interessar tanto por um jogo de xadrez como se interessam por outro jogo qualquer mais activo. As pessoas precisam de ver acção, movimento e não apenas um apresentador a falar pelo contrário isto até vai favorecer uma sesta no sofá mas que não favorece em nada as cadeias televisivas. As mais sucedidas, são as mais "ocas" intelectualmente (no caso português, a TVI que nos afoga nas suas novelas). Concluindo, a televisão não é um bom meio de transmissão de informação / cultura.
Passando para outro ponto: Quem paga as estações de sinal aberto que todos temos gratuitamente ao sintonizar uma televisão? A resposta é simples, a publicidade. Podemos não dar conta, e, é conhecimento geral da psicanálise que tudo o que vemos ou ouvimos fica no nosso subconsciente, podemos até não acreditar que "absorvemos" toda a publicidade que ouvimos, mas o que é facto, é que o fazemos. Consequentemente, quando, num supermercado compramos um produto, podemos acreditar que o fazemos conscientemente e de livre vontade, mas na verdade pode ser o nosso subconsciente, e consequentemente a publicidade por nós deliberadamente vista, a dar a palavra final. Ou seja, televisão, até nos faz perder dinheiro (podem sempre argumentar que os jornais, revistas etc. também se fazem acompanhar de publicidade, mas se o vosso conhecimento de publicidade for mínimo, saberão que a publicidade da televisão é a mais eficaz de todas as publicidades que alguma vez possam ser criadas, é por isso que é a forma mais cara de publicidade - é eficiente!)! Para que as televisões não percam os publicitários, dão-nos informação deficiente, acção, muita acção, coscuvilhice e todas essas coisas. Forma-se um ciclo, e deste ciclo conclui-se que as estações culturais estão destinadas ao fracasso. A televisão não tem nada, ou quase de nada de bom! "A TV aprisiona a fantasia, não a liberta. Um bom livro incentiva o pensamento e liberta-o simultaneamente", é isto que devemos fazer, libertar a nossa fantasia, ficarmos mais cultos, saudáveis, e quem sabe a conjugação destes dois não nos traz vantagens nos nosso relacionamentos ou empregos. É incoerente, depois de um dia de trabalho, sentarmo-nos num sofá, a ouvir e ver televisão em vez de lermos calmamente as notícias imparciais de um bom jornal. É isto que deve ser feito. Não defendo que o corte da televisão seja definitivo e drástico, apenas quero que tomem consciência do mundo que joga por detrás dum ecrã, o mal que esse ecrã nos faz.

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